É um filme bonito de se ver

•3 março, 2009 • 1 Comentário

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Título: Fúria Sobre Rodas (Michel Vaillant)

Direção: Louis-Pascal Couvelaire

Roteiro: Luc Besson e Gilles Malençon

Gênero: Ação

Elenco:  Sagamore Stévenin (Michael Vaillant), Peter Youngblood Hills (Steve Warson), Diane Kruger (Julie Wood), Jean-Pierre Cassel (Henri Vaillant), Philippe Bas (Jean-Pierre Vaillant), Lisa Barbuscia (Ruth Wong).

Sinopse: Os Leaders e os Vaillant são duas famílias tradicionais do automobilismo que possuem uma intensa rivalidade. Os pilotos da família Leaders são conhecidos por serem desleais, enquanto que os Vaillant são famosos por serem benevolentes. Quando a famosa corrida das 24 horas de Le Mans se aproxima ambas as famílias percebem que precisarão usar todos os recursos possíveis para derrotar o rival.

 

Realmente é um filme muito bonito de se ver. A fotografia é belíssima. Dá vontade de ver cada cena em uma exposição fotográfica. Cada uma mais bela que a outra. Os cenários com certeza tem grande participação nessa beleza toda, mas os créditos devem vir todos a Michel Abramowicz, diretor de fotografia. Seu trabalho, mais conhecido na Europa, também pode ser visto no filme “Busca Implacável” e no vídeo da canção “Love Profusion“ de Madonna.

 

Elenco muito bonito.

Elenco também muito bonito.

Claro, outra beleza do filme pode ser conferida no elenco. A alemã Diane Krueger arrasa com aqueles olhos verdes. É difícil não se perder neles. Linda demais. Lisa Barbuscia (Ruth Wong, chefe da equipe Leaders) é outra que também fica marcada na tela. Talvez pelo ar misterioso que flui do seu rosto. Talvez pelo personagem de vilã desgraçada e vadia que não perde uma oportunidade de levar sua equipe à vitória. Não sei. O que importa é que vibramos com a sua derrota e nos deliciamos com sua imagem.

 

Diane Krueger e Sagamore Stévenin dividindo belamente a tela.

Diane Krueger e Sagamore Stévenin dividindo belamente a tela.

Mas também é importante falar do elenco masculino. Os verdes olhos de Sagamore Stévenin não deixam em nada a desejar nos de Diane. E ele também convence como o herói/piloto Michael Valiant. Sempre meio introspectivo, mas altamente simpático. Um cara verdadeiramente bacana.

Percorrer o circuito em alta velocidade com os olhos cobertos por uma linda mulher? Só Michel Vaillant pode.

Percorrer o circuito em alta velocidade com os olhos cobertos por uma linda mulher? Só Michel Vaillant pode.

O filme é uma adaptação de um famoso quadrinho francês, Michel Vaillant, onde as histórias seguem um ritmo meio Speed Racer com Tintin (o famoso jovem jornalista de Hergé). Não conheço a revista, mas em película ficou ótimo. É um filme que realmente deve ser visto. O roteiro é bem coeso e segue uma lógica muito boa. E ainda tem lá suas surpresas. Um toque de Luc Besson. Bem bacana mesmo. Não perca. 

 

Curiosidades

  • Parte das filmagens ocorreu durante as 24 horas de Le Mans de 2002. Os organizadores incluíram dois carros à disputa, que tinham por função apenas acomodar a equipe de filmagens para rodar cenas durante a corrida. Com isso os produtores tiveram que contratar dois pilotos de verdade, para que os carros se classificassem nos treinos. 

 

Trailer Francês

Trailer americano no site de Michel Abramowicz

http://www.michel-abramowicz.net/index.php/trailer/movie_trailer_michel_vaillant/

Criatividade em apuros

•11 dezembro, 2008 • 6 Comentários

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Colegiais em Apuros é um filme que começa bem. O lance dos créditos iniciais do filme brincarem com coisas específicas do colegial americano é muito bacana. A criatividade em cada quadro te faz esperar o mesmo nível de clareza intelectual no roteiro que vem a seguir. Infelizmente isso fica só nos créditos mesmo. Em pouquíssimos segundos o filme derrapa ladeira abaixo ao copiar um recente sucesso adolescente. Superbad – É hoje.

Bobão, menina, e Fred Flinstone.

Bobão, menina, e Fred Flinstone.

Os personagens são praticamente os mesmos. Um adolescente bacana que quer curtir um pouco mais a vida, um amigo gordo e desbocado que só fala de sexo, e um nerd mal visto pelo gordo mas que se dá melhor sem fazer esforço nenhum. A idéia do roteiro é até interessante. Três colegiais do último ano tem a experiência mais louca de suas vidas quando visitam um campus universitário durante o fim de semana. Lá eles se embebedam, (quase) transam, se metem em um monte de roubadas e se dão bem (como é de se esperar). É praticamente uma sinopse da Sessão da Tarde. Mas tenho certeza que é um filme que nunca deve passar nem num Corujão.

Acho que o pessoal deve estudar lá também não?

Acho que o pessoal deve estudar lá também não?

Recheado de garotas seminuas, gente bêbada pra todo lado, drogas rolando à solta e gente transando em cada canto das cenas, Colegiais em Apuros tenta superar o filme de Michael Cera e Jonah Hill apostando nos excessos. Tomar a cerveja que escorre da bunda de um brancão peludo? Pera lá né. Espero que ninguém nunca tenha feito essa iniciação. É uma coisa horrível de se ver, quanto mais fazer.

Drake Bell acordando nu e preso a uma estátua no meio da faculdade.

Drake Bell acordando nu e preso a uma estátua no meio da faculdade.

O filme traz uma imagem interessante de como é uma fraternidade americana. É claro que só mostra um fim de semana, então não tem nenhuma tomada dentro de sala alguma. Mesmo assim você fica pensando, será que é essa doideira mesmo? Sexo e bebidas pra todos os lados? É meio exagerado não? E esse lance das garotas mais legais do filme se interessarem por 3 garotos malucos que na maioria das cenas estão encharcados em cerveja e a cada 10 minutos são atingidos pelo mijo de alguém? Bom, creio que existam garotas assim. Mas a idéia não é das melhores.

Ainda bem que deram a descarga dessa vez.

Ainda bem que deram a descarga dessa vez.

A direção está a cargo de Deb Hagan (com apenas um outro filme desconhecido na carreira) e tem Drake Bell no elenco. O rapaz (conhecido por aqui pelo seriado Drake And Josh da Nickelodeon) é acostumado a piadas absurdas desde sua estréia no The Amanda Show, mas não parece ter o carisma necessário para o papel. Andrew Caldwell, como o gordo desbocado, não tem o “brilho” do gordo desbocado de antes, e Kevin Covais (Morris) fica até legal na tela, mas não é também nenhum McLovin.

Morris (Kevin Covais), Kevin (Drake Bell) e Carter (Andrew Caldwell).

De baixo pra cima: Morris (Kevin Covais), Kevin (Drake Bell) e Carter (Andrew Caldwell).

Enfim, o filme é pra quem gosta desse tipo de coisa. Situações absurdas envolvendo álcool, garotas seminuas, adolescentes loucos pra perder a virgindade e muitas coisas nojentas. Cara, se você é dessa vai fundo que é um prato cheião. Os atores, pelo menos, parece que se divertiram muito.

Pelos poderes dos Emos!

•10 dezembro, 2008 • Deixe um comentário

Franja escorrida, olhar triste, roupa preta, maquiagem no olho, músicas melancólicas e uma falta de alegria na vida. Popularmente hoje em dia o conjunto dessas características (e outras mais) fazem parte da vida de um EMO. Infelizmente sua raiz já foi esquecida a muito tempo. Esquecida em um passado que não retorna. Num passado distante demais pra se lembrar se foi bom. E o futuro? O que no reserva? Algo que vale a pena? Acho que não. E se não vale mesmo, porque continuar vivo? Pra que?

Epa, influência da temática. Vamos nos ater aos fatos.

 

O caso é o seguinte. Em breve o movimento EMO vai ganhar sua referência cinematográfica.

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"Eu sou uma estrela. Eu sou uma estrela brilhante, eu eu estou além de seu alcance" - Eta coisa EMO!

John H. Williams (produtor dos filmes Shrek e Valiant – Um herói que vale a pena) adquiriu recentente os direitos sobre a HQ Emo Boy e deve adaptá-la para o cinema. Stephen Edmond, escritor e desenhista da revista, cuidará do roteiro e a direção está a cargo de Kyle Newman, do ainda inédito Fanboys. Juntos eles devem dar vida à história do garoto mais dramático do mundo. De tão dramático ele obterá os super-poderes- emos. Segundo o site LostBrasil.com a sinopse do álbum das 6 primeiras edições diz o seguinte:

emo-boy-13Poder Emo Boy - ele é tão impopular. Desprezado. Ele não tem família. Ele não apenas tem de lidar com coisas do tipo suicídio e questionar sua identidade sexual, como ainda tem esses emo-poderes que só trazem destruição e desastre, fazendo com que todos o odeiem mais do que eles já odiavam antes. Seu primeiro amor tem sua cabeça explodida. O time de futebol americano o quer morto. E ele tirou um zero em Inglês. Não é à toa que ele é tão deprimido!

512rfw7b37l_sl500_aa240_Emo Boy, criada por Edmond e publicada pela editora Slave Labor Graphics em 2005, segue a idéia do personagem fatalista. Seu o destino é incerto e o enredo é recheado de humor negro satirizando com o tema. No Brasil ainda não foi publicada, mas quem sabe não saia em breve fomentada pelo filme?

E lembre-se, não é pra ser ofensivo. É apenas uma brincadeira. Não chore e divirta-se.

É óbvio mas divertido

•17 novembro, 2008 • 2 Comentários


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Título: Corrida Mortal (Death Race).
Direção: Paul W. S. Anderson.
Gênero: Ação.
Elenco: Jason Statham, Joan Allen, Ian McShane, Tyrese Gibson, Natalie Martinez, David Carradine.
Sinopse: Jensen Ames (Jason Statham) é um ex-piloto profissional condenado por um terrível assassinato. Encarcerado em Terminal Island, uma prisão de segurança máxima  com regras próprias, ele se vê obrigado a voltar às pistas e participar de uma competição mortal cujo vencedor pode conquistar a liberdade. O problema é que lá a corrida e os competidores são diferentes, ao mesmo tempo em que a vontade de matar e ser livre correm lado a lado. 

 

Contrariando as expectativas… bem… ok. O filme é do jeito que esperávamos. Carros batendo, explosões, a cara feia de Jason Statham e lindas mulheres pra contrabalançar isso. Corrida Mortal não é um filme de grandes surpresas, mas é ótimo como passatempo. Você realmente se diverte na sala. E se empolga também, o que é até mais legal. Não ganhar um Oscar, mas quem sabe um Scream Awards?

Você nunca compraria pão com um cara desses.

Você nunca compraria pão com um cara desses.

Bom, o Jason Statham é um ex-piloto que está muito bem trabalhando quando chega em casa, dá um beijo na esposa, vai ver a filha pequena, e quando volta a mulher está jogada no chão morta. Ele ainda vê o bandido antes da polícia cair em cima dele. Claro que não é nada como “foi um homem de um braço só”. Seis meses preso e ele é enviado a uma prisão onde um novo esporte está sendo criado. A Corrida Mortal, com os presos como pilotos e a equipe mecânica.

Lembra de Carmageddom?

Em tempos de NFS, nada melhor que lembrar Carmageddom.

Idealizada pela diretora da prisão, Hennessey (Joan Allen), a Corrida Mortal consiste em uma corrida de 3 etapas cheia de desafios e perigos. Os carros são armados com metralhadoras, óleo, napalm, nitro, e tudo mais o que tiver direito. O piloto que vencer 5 dessas corridas ganha sua liberdade. A transmissão toda é feita pela internet e rios de dinheiro caem na conta da diretora e pro pessoal da prisão. Uma grana fácil. É só colocar os bandidos pra se matarem.

Não adianta procurar no Google ok? Isso é um filme.

Não adianta procurar no Google ok? Isso é um filme.

Os problemas da diretora Hennessey começam quando seu principal piloto Frankenstein (chamado assim por usar uma máscara pra esconder todas as cicatrizes da corrida), morre depois de uma disputa com Joe Metralhadora. A credibilidade está em jogo. É nesse momento que ela chama Ames para ocupar o lugar do antigo piloto e usar sua máscara. Tudo pelo social.

Jason Statham encarnando um integrante do Slipknot

Jason Statham encarnando um integrante do Slipknot.

Claro que no começo do filme você já entende que a morte da esposa de Ames faz parte de trazê-lo para a prisão no lugar de Frankestein. Como eu disse, não é filme de grandes surpresas mas de diversão.

 

E uma das coisas que aumenta a diversão do público do cinema e dos que assistem à Corrida Mortal no filme são as mulheres. Trazidas de uma prisão feminina elas são as co-pilotos e ajudam a carregar as armas, ajudar na navegação, e aumentar o Ibope. Rapaz, acho que essas garotas foram presas em alguma boate de strip-tease. Pela qualidade do material…

Natalie Martinez, ajudando no Ibope como a personagem Elizabeth Case.

Natalie Martinez, ajudando no Ibope como a personagem Elizabeth Case.

Carros explodindo, alta velocidade, explosões, sangue, belas mulheres, e a cara feia do Statham. O filme basicamente se resume a isso. Mas é legal. ^^

Chegar em primeiro não é a principal prioridade.

Chegar em primeiro não é a principal prioridade.

Curiosidades:

- Para se preparar para as filmagens Jason Statham treinou por meses com um ex-integrante da Força de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos, que também trabalhou na preparação dos gladiadores de 300 (2007). 
- Rodado em apenas 50 dias.
- Ao todo foram usados 35 carros durante as filmagens, tendo sido reparados por uma equipe de 85 mecânicos. 
- Refilmagem de Corrida da Morte – Ano 2000 (1975). 
- David Carradine, que estrelou o filme original, dá voz ao personagem Frankenstein na cena de abertura.

 

Fonte: AdoroCinema.com

Agoniante

•17 novembro, 2008 • Deixe um comentário

rec2Título: REC (REC).
Direção: Gemma Fauria.
Gênero: Terror.
Elenco: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Pablo Rosso, Carlos Vicente.
Sinopse: Ángela Vidal (Manuela Velasco) é uma jornalista que, juntamente com seu operador de câmera Pablo (Pablo Rosso), faz uma reportagem em um quartel do Corpo de Bombeiros, na intenção de mostrar seu cotidiano. Porém o que aparentemente seria uma saída noturna rotineira de resgate logo se transforma em um grande pesadelo. Presos em um edifício, a equipe de filmagens e os bombeiros enfrentam uma situação desconhecida e letal.

 

E a tal da “situação desconhecida” é qualquer coisa não. Quando a equipe de bombeiros, que a repórter Vidal acompanha, vai prestar resgate a uma senhora em seu apartamento é que o negócio fica feio mesmo. A velha simplesmente arranca na dentada metade do pescoço de um policial. É em meio a todo o frenesi que se seque que o filme se desenrola. Uma especíe de “novo vírus da raiva” é transmitido pela saliva dos infectados e vai criando novos portadores. Pense em mais um Resident Evil ou até mesmo Extermínio.

Um por um eles vão sendo infectados.

Um por um eles vão sendo infectados.

Mas é claro que o filme não se importa em fugir da moldura já criada. Nada disso. REC é um filme agoniante que se limita em lhe deixar realmente agoniado. Imagine aqueles zumbis do Madrugada dos Mortos todos em um edifício todo trancado com você dentro. Sim, porque, do lado de fora do prédio, as autoridades o selam e deixam os moradores, repórteres, policiais e bombeiros à própria mercê. É uma idéia de que não exista situação horrível que não possa piorar.

Para crianças de todas as idades...

Para crianças de todas as idades...

E se você acha que é gente suficiente pra dar cabo de uma morta viva se engana. Um por um eles vão sendo infectados e se tornam altamente perigosos. Realmente bem intenso. O primeiro trailer lançado do filme (a quase um ano) mostrava apenas a reação da platéia que o assistia. Assustador. A minha própria vontade no meio do filme era levantar e ir embora do cinema. Tava aflito já. Rssrrsrsrsrs. Isso sim é que é filme de morte. Infelizmente eles pecam no final, mas tirando isso até que é uma boa pedida para os amantes do gênero.

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Manuela Velasco. Mais para sobrevivente que para heroína.

O filme é espanhol mas se você não gostar tem a opção da versão Hollywoodiana que está para estreiar. Quarentena segue a mesma sinopse de REC e copia muitas cenas, mas os americanos, como sempre, enfeitam um pouco mais a situação. Por enquanto vi o trailer, mas quando assistir a película comento melhor.

 

Curiosidades:
- Foi rodado em locações verídicas, sem que fosse necessária a construção de quaisquer sets de filmagens.
- Durante as filmagens da cena em que um jovem bombeiro cai da escada nenhum ator sabia o que estava realmente acontecendo, o que fez com que as reações gravadas fossem as dos próprios atores naquele instante.
- Não tem créditos iniciais.
- Refilmado como Quarentena (2008). 

Fonte: Adorocinema.com